Uma conversa cheia de ‘tômperro’ com o chef Erick Jacquin, jurado do MasterChef Brasil

Dois dias após a final do MasterChef Brasil, o jurado Erick Jacquin desembarcou em Manaus para duas aulas gastronômicas no supermercado Pátio Gourmet, um dos mais sofisticados da cidade. Eu, como fã do programa, não podia perder isso por nada e desembolsei suados R$ 300,00 para aprender a fazer alguns pratos com o chef francês mais caricato da TV e descobrir se o que o BuzzFeed falou era verdade mesmo.

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Logo no começo do jantar, fomos informados que o chef tinha mudado, meio que em cima da hora, todo o cardápio e que os pratos seriam diferentes dos servidos na aula anterior. Como eu já vi muitos filmes de chefs, não fiquei tão surpresa com a mudança porque, pelo menos nos filmes, eles gostam muito de mudar o menu assim mesmo. Ao invés de Steak tartar, Bombom de camarão ao molho de laranja com massa Philo, Boeuf bourguignon e Petit Gateau, acompanhamos o preparo e comemos o seguinte:

  • Tartar de salmão com abacate
  • Camarão com manga enrolado no presunto de parma
  • Filé com molho rôti
  • Mousse francesa de chocolate

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Apesar de estar muito ansiosa para provar o famoso Steak tartar, não fiquei chateada porque o de salmão estava muito gostoso. Na verdade, todos os pratos estavam ótimos. Não sei como é a comida nos restaurantes – porque eles recebem bem mais gente do que tinha lá, logo, deve ser mais complicado manter o padrão – mas pelo menos a minha comida estava muito gostosa.

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Durante a aula, ele mostrou que é um ótimo garoto propaganda e fez questão de usar alguns produtos que ele mesmo apresenta nos comerciais e no próprio MasterChef, como o molho Tabasco e o liquidificador Oster. Também se orgulhou em contar algumas histórias inusitadas que viveu em seus restaurantes, como a vez em que serviu um cliente em um prato quebrado ao meio porque o cara tinha pedido meia porção (e fez questão de mostrar o vídeo dele fazendo isso, para ninguém duvidar).

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Mesmo com o temperamento explosivo e histórias malucas como essas, a noite foi muito agradável porque, do jeito dele, ele foi muito simpático. Muito confortável com a fama, fez questão de tirar infinitas fotos com todos e, ao final de cada prato, chamava todo mundo para provar o que ele tinha feito na panela mesmo, antes dos pratos bonitinhos chegarem às mesas.

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Não satisfeita somente com a experiência gastronômica, esperei todo mundo sair e perguntei se podia fazer umas perguntinhas para o blog. Já estava esperando um não enorme, mas acabei recebendo um sim acompanhado de um cálice de vinho e, de bônus, um convite para comer com e ele e a equipe da cozinha em um restaurante árabe e beber em um barzinho depois.

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Já comecei a entrevista perguntando o que ele achava do calor daqui. Sei que é super clichê, mas foi inevitável, porque ele estava suando muito, mesmo no ar-condicionado. “Eu transpiro muito na cabeça, é assim mesmo, não importa a cidade”, respondeu rindo e enxugando a testa.

Garota Esfomeada: Eu tenho uma selfie com o Fogaça também, agora só falta a Paola, :P.

Jacquin: A minha vai ter mais likes que a dele, pode anotar! Rs

Garota Esfomeada: Já tinha passado pela sua cabeça fazer parte de um programa de TV?

Jacquin: Eu sempre quis ter um programa de TV, mas muitas vezes meu português não ajudava. (acreditem, é mais difícil do parece entender o que ele fala sem legendas). O mais engraçado, é que acho que acabei sendo chamado para o MasterChef por causa do sotaque. Não só por isso, claro, mas ele contou bastante.

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Garota Esfomeada: Você recebeu algumas críticas negativas do Buzzfeed e da Folha de S.Paulo recentemente. O que você achou delas?

Jacquin: É muito mais fácil me criticar. Muito mais fácil falar mal porque ajuda a ter mais cliques. As redes sociais geraram um problema: hoje em dia, qualquer idiota é crítico. Se um dia é ruim, não é porque é sempre ruim, qualquer pessoa erra. Mas as pessoas não levam isso em consideração e, depois que você coloca na rede social, já era. As pessoas acabam aproveitando o sucesso do programa para conseguir likes e acessos, mesmo quando o tema não é a cozinha. Um exemplo é um portal de Manaus (o do Holanda), que publicou uma foto minha com uma mulher dizendo que eu estava me divertindo com a miss Amazonas. Eu tirei fotos com várias pessoas, nem conheço essa mulher. Isso não cria problemas com a minha noiva porque ela é uma pessoa inteligente e sabe como essas coisas funcionam.

Garota Esfomeada: E a Cachaçaria do Dedé? Você fez um post falando mal do estabelecimento e depois apagou. Por que fez isso?

Jacquin: Eu errei. Eu não posso criticar, meu trabalho é fazer. Foi algo de impulso. O atendimento foi ruim mesmo, mas eu não devia ter postado sobre isso.

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Garota Esfomeada: Do Dedé eu sei que você não gostou, mas existe algum restaurante aqui em Manaus que você recomenda?

Jacquin: Eu sempre venho muito rápido e não aproveito tudo que posso. Mas gostei do Banzeiro e da Gaúcho’s.

Garota Esfomeada: Vamos voltar a falar do programa. Qual foi o prato que você mais odiou?

Jacquin: Durante o programa, não comi nada incomível, nada foi horrível. (Nem o frango cru?, insisti) É, não é agradável comer algo que não deu certo. Mas a pior coisa foi na seleção, nem sei se isso foi ao ar, mas uma pessoa fez um pudim de peixe. Nem cheguei a comer, só o cheiro já me deu vontade de vomitar.

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Garota Esfomeada: Você gostou do resultado da segunda edição?

Jacquin: A Izabel venceu por pouco, por pouco mesmo. Os dois cozinham muito bem. Acho que o Raul perdeu porque apresentou algo muito simples para uma final, mas ele é muito talentoso.

Garota Esfomeada: O que podemos esperar do MasterChef Junior?

Jacquin: Nem eu sei, estou muito curioso também. Acho que os pais vão poder ver as gravações e acompanhar de perto, mas tudo ainda é um mistério para mim também.

Garota Esfomeada: Para finalizar, vamos falar de coisa boa. De todos os pratos que você provou no MasterChef, qual foi o que marcou mais?

Jacquin: Comi vários pratos bons, inclusive teve um do Raul que eu não lembro agora exatamente qual foi, mas estava muito bom, muito bom mesmo. Só que o mais marcante foi o daquela mulher, a Iranete. Ela fez um prato com uma cebola que eu juro pra você, pensei que ia ser a maior merda que ia comer na minha vida. Mas estava muito saboroso, foi surpreendente. Ela realmente me surpreendeu. (O prato em questão foi camarão grelhado e cebola recheada com arroz).

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Entre uma pergunta e outra, algumas crianças apareceram e pediram para tirar foto com ele. Muito atencioso e já preparando o terreno para o MasterChef Junior, ele foi uma gracinha com todas, o que me deixou muito curiosa para saber como ele vai avaliar os pratos da garotada no novo programa. O que vocês acham?

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3 comentários sobre “Uma conversa cheia de ‘tômperro’ com o chef Erick Jacquin, jurado do MasterChef Brasil

  1. Angela Fernandes disse:

    Muito boa sua entrevista, foi bom o investimento no curso, é impressão minha ou de fato vc era a mais nova das ” alunas”?Nem sabia das broncas dele qd passou por aqui antes, bacana vc ter perguntado sobre isso. O masterchef jr vai ser muito mais cativante, pq lido com crianças e sei q elas,quase sempre são encantadoras….

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    • Mônica disse:

      Nossa tô muito ansiosa pelo jr ❤ Eu era uma das mais novas sim, mas tinham algumas crianças também hahahhaha. Eu nunca me arrependo de pagar por esses jantares do Pátio, o preço é salgado mais acaba se pagando, o único problema é que eu não tenho grana para ir em todos 😦 Mas super recomendo 🙂

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